Até os passaportes? Que fase!

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Até os passaportes? Que fase!

Essa foi federal: polícia federal suspende emissão de passaportes porque não tem dinheiro para emiti-los. Deu nos jornais.

Que fase!

Trágico.

Como assim? O otário paga R$ 257,25 como taxa de emissão de passaporte e descobre que, mesmo tendo pago, não receberá o que pagou? Chamem a polícia!

Não adianta, porque é a polícia quem está fazendo isso… Faze-lo na véspera do início das férias então…não é por acaso, não é coincidência.

De mazela em mazela, viver no Brasil não é para qualquer um… O estado brasileiro faz questão de tornar nossas vidas um desafio.

Temos um estado draconiano que nos suga e serve apenas para manutenção de uma minoria dominante sedenta por dinheiro e poder. Muito raramente temos qualquer contrapartida do estado que seja razoável (pelo que pagamos de tributos).

Mesmo aqueles que recém chegaram ao poder, arvorando-se gestores, rapidamente são dragados e começam a agir exatamente como aqueles que até então criticavam. Apenas para ilustrar, pensemos no nosso prefeito, João “Dólar”: virou mexeu, aqui e acolá, sai travestido de gari e jardineiro, mostrando que vai deixar a “cidade linda”.

No entanto, quem anda por São Paulo, sabe que, mais importante que ser linda, a cidade deveria funcionar. Vou dar um pequeno exemplo: notaram que não caímos mais nos buracos nas ruas e calçadas? E por que não caímos? Estão consertadas? Não, reparem, hoje os buracos ganharam um adereço: um cone. Grande ou pequeno, não importa, nossos buracos têm um cone de sinalização. Ninguém pode dizer que caiu no buraco pois o cone está enfiado no buraco, servindo para sinalizar e tampar. Que eficiência!

Talvez uma empresa de cones tenha feito uma doação gigantesca de cones ao prefeito, tão afeito às doações. Em verdade, as obras de manutenção de vias da cidade estão absolutamente paralisadas.

Mas a gestão de São Paulo é apenas mais um exemplo de tantos outros e, por incrível que pareça, não é o mais aterrador.

Não somos respeitados pelo estado. Estão tão preocupados em amealhar vantagens pessoais, em manter poder, em perpetuar o status quo que não sobra tempo para realizar o seu mister.

Notem: é o executivo que não executa, o judiciário que não julga e o legislativo que não legisla. Nessa balbúrdia, o que se percebe é que um quer fazer o papel do outro, disputando espaço e poder. No meio disso, estamos nós, os que pagam a conta.

Estamos assim: cada ente, cada departamento de estado; sem qualquer noção de conjunto, norte. É um contra o outro. Não há organização e nem organicidade. Apenas interesses individuais que governam os coletivos. Lembram crianças pequenas jogando futebol: todos, dos dois times, correm ao mesmo tempo para onde está a bola. O jogo é um bolo só, não evolui…

Quem está fora olha para cá e pergunta: o que é isso? Onde vão chegar?

Não chegaremos.

E o pior: estamos silentes, anestesiados. São tantos os mandos e desmandos que parecemos querer viver apenas um dia após o outro. Tenho a impressão que nos falta horizonte. Onde está o plano? O que queremos para os próximos 2, 5, 10 anos?

Nossa desesperança é tão grande que nem mais tomamos as ruas clamando por mudanças.

No entanto, continuaremos a pagar a conta e, muitas vezes, com nossas vidas.

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